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Trabalhadoras unidas contra o assédio: veja como foi o workshop online da CDMF

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

No dia 29 de julho, às 9 horas da manhã, foi realizado o Workshop Online com o tema de combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. A programação foi organizada pela Coordenadoria dos Direitos das Mulheres da FITIASP, conhecida como CDMF. O encontro reuniu trabalhadoras, lideranças de sindicatos e especialistas para conversar sobre como proteger as mulheres no local de trabalho.



O objetivo principal do evento foi ensinar a identificar abusos no dia a dia, orientar sobre como pedir ajuda e explicar os direitos garantidos pela lei. O workshop reforçou que todo local de trabalho deve ser um espaço com respeito, proteção e dignidade para todas as pessoas.


Para ajudar você a entender tudo o que foi falado de forma simples, preparamos esta matéria dividida em três partes. Cada parte destaca a fala de uma das especialistas convidadas e traz o link para você assistir ao vídeo da palestra.



Primeira parte: acolhimento e apoio com Joseane Andrade


A primeira palestrante do evento foi a assistente social Joseane Andrade. Em sua apresentação, ela explicou que acolher uma vítima de violência exige empatia, carinho e um ambiente seguro.


Joseane destacou que tanto o assédio moral quanto o assédio sexual são crimes graves. Muitas mulheres ficam em silêncio por medo de serem demitidas ou por vergonha de falar. Esse problema fica ainda mais difícil em fábricas e locais de trabalho onde a maioria dos funcionários é formada por homens. 


A palestrante lembrou que muitas mães que sustentam suas famílias sozinhas aguentam situações abusivas por causa da necessidade financeira do salário.


A assistente social orientou que as empresas, os recursos humanos e os sindicatos precisam priorizar a escuta ativa. Isso significa ouvir a trabalhadora com atenção verdadeira e acolher sua dor antes de começar qualquer processo burocrático. Joseane também fez um pedido aos homens para que não aceitem brincadeiras de mau gosto e ajudem a proteger as colegas no trabalho.


Confira o vídeo CLICANDO AQUI.


Segunda parte: saúde mental e sinais de alerta com Letícia Melo


A segunda palestra foi apresentada pela psicóloga Letícia Melo. Ela explicou como as situações de abuso afetam diretamente a saúde mental das trabalhadoras e podem causar doenças sérias como ansiedade, depressão e estresse.


Letícia trouxe dados para mostrar a gravidade do problema e explicou que o assédio moral muitas vezes começa de forma disfarçada. Isso acontece quando a mulher é interrompida a todo momento enquanto fala, quando suas ideias são ignoradas por outros colegas, ou quando ela sofre com piadas que tentam diminuir sua capacidade profissional. Ela também falou sobre a manipulação psicológica, conhecida como "gaslighting", onde o agressor tenta fazer a mulher acreditar que está enganada ou que inventou a situação de abuso.


Sobre o assédio sexual, a psicóloga explicou que ele não acontece apenas quando há toque físico. Comentários sobre o corpo, olhares que causam constrangimento, mensagens impróprias no celular e promessas de promoção em troca de favores sexuais são formas de assédio. Ela reforçou que essas atitudes acontecem por busca de poder e controle, e que a vítima nunca tem culpa pelo que sofreu.


Confira o vídeo CLICANDO AQUI.


Terceira parte: direitos e leis trabalhistas com Vianei Principato


A terceira parte do workshop trouxe as orientações da advogada Dra. Vianei Principato, especialista em Direito do Trabalho. Ela explicou o que as leis brasileiras garantem para proteger quem passa por essas situações.


A advogada explicou que as empresas têm o dever legal de oferecer um ambiente de trabalho seguro e saudável para seus funcionários. Quando ocorre um caso de assédio, o patrão é responsável por investigar o ocorrido e tomar atitudes firmes para punir o agressor. Se a empresa não fizer nada para resolver a situação, a funcionária tem o direito de pedir na justiça a rescisão indireta, o que permite sair do trabalho e receber todos os seus direitos e indenizações trabalhistas.


Dra. Vianei orientou as trabalhadoras sobre a importância de guardar provas concretas. Registrar mensagens de WhatsApp, e-mails, bilhetes e contar com o apoio de colegas que viram a situação ajuda muito a provar a verdade na justiça. Ela também lembrou que as empresas são obrigadas a manter canais de denúncia seguros e confidenciais para proteger quem denuncia.


Confira o vídeo CLICANDO AQUI.


Informação e apoio para todas as trabalhadoras


Este workshop promovido pela CDMF mostrou que o conhecimento é o passo mais importante para acabar com a violência no ambiente de trabalho. Nenhuma trabalhadora deve sofrer calada. Procure ajuda, converse com a equipe do seu sindicato e busque apoio com pessoas de sua confiança para garantir o seu direito de trabalhar com paz e respeito.



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