FITIASP na linha de frente: Paulão representa a federação e a UGT em reunião com o governo federal contra o tarifaço dos EUA
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O presidente da FITIASP, Paulão, esteve presente na reunião entre as centrais sindicais e representantes do Governo Federal, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No encontro, realizado em São Paulo, Paulão participou representando a FITIASP e também o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.

A atividade teve como pauta central a entrega de um documento unitário elaborado pelas centrais sindicais (UGT, CUT, Força Sindical, CTB, CSB e NCST) com propostas para combater os impactos das barreiras comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos. As novas tarifas impostas pelos EUA ameaçam milhares de produtos exportados pelo Brasil, o que coloca em risco a produção industrial, a estabilidade das fábricas e os postos de trabalho no país.
Emprego e produção nacional como prioridade
Durante a reunião, as lideranças sindicais cobraram medidas firmes para conter os danos da crise internacional na economia interna. O posicionamento do movimento sindical é claro: os custos da guerra comercial internacional não podem ser descarregados sobre as costas dos trabalhadores brasileiros.
Entre as diretrizes entregues ao governo federal, destacam-se:
Contrapartida social e garantia de empregos: Exigência de que o acesso de empresas a incentivos fiscais, socorro financeiro ou linhas de crédito público esteja condicionado à preservação integral dos postos de trabalho.
Fortalecimento da indústria nacional: Aumento dos investimentos públicos em infraestrutura, aplicação do plano Nova Indústria Brasil (NIB), valorização de compras públicas de produtos nacionais e ampliação do papel indutor do BNDES.
Defesa da negociação coletiva: Obrigatoriedade de participação dos sindicatos em negociações sempre que setores industriais enfrentarem reestruturações decorrentes do cenário comercial externo.
Soberania e novos mercados: Apoio às ações soberanas do país, como o uso da Lei de Reciprocidade Econômica, questionamentos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e busca por novos parceiros comerciais.
Mecanismos permanentes de diálogo: Criação de comissões e câmaras setoriais com a presença de trabalhadores, empresários e governo para acompanhar continuamente a situação de cada setor produtivo.
Atuação contínua e novos encontros
Representando os trabalhadores da alimentação e a direção da UGT, Paulão ressaltou que a federação acompanhará de perto cada etapa das tratativas com o governo. O objetivo é assegurar que eventuais programas de apoio à indústria venham acompanhados de garantias reais para a manutenção da renda e dos postos de trabalho nas fábricas.
A FITIASP manterá a categoria informada sobre o andamento das próximas reuniões e desdobramentos junto ao governo federal. A luta em defesa da indústria nacional, do emprego e dos direitos continua.




