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FITIASP e FTIA Interior rejeitam proposta dos patrões e lutam por melhores salários no setor de carnes e derivados

  • há 3 horas
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Na manhã desta última quinta-feira, 14 de maio, a FITIASP e a FTIA Interior estiveram juntas na sede do SINDICARNES para a primeira rodada de negociações dos trabalhadores do setor de carnes e derivados. Representando os interesses de quem trabalha duro nas fábricas, as duas federações levaram para a mesa os negociadores Marcelo dos Santos Araújo e Rubens Gomes para encarar a bancada dos patrões. A reunião teve como foco a renovação dos direitos da categoria para o período de 2026 e 2027, já que a data-base oficial é 1º de abril.



Logo no início da conversa, os patrões apresentaram uma proposta que foi considerada muito baixa pelas federações. Eles ofereceram apenas 3,77% de aumento nos salários e um piso de R$ 2.023,51. Além disso, sugeriram uma cesta básica de R$ 269,80 e uma multa por falta de pagamento da participação nos lucros (PLR) de R$ 518,85. Diante desses números, a FITIASP e a FTIA Interior não pensaram duas vezes e recusaram a oferta na hora, por entenderem que o trabalhador merece muito mais.


Para mostrar que a luta é séria, a FITIASP e a FTIA Interior apresentaram uma contraproposta robusta. Os trabalhadores agora exigem um aumento real de 5,65% nos salários e que o piso suba para R$ 2.125,50. Na parte da alimentação, o pedido é de R$ 60,00 por dia de vale-refeição e uma cesta básica de R$ 300,00. Outro ponto fundamental que as federações colocaram na mesa foi a mudança da data-base para 1º de maio, para unificar as forças com outros setores.


A união entre FITIASP e FTIA Interior também focou na qualidade de vida e no descanso de quem está na produção. A proposta das entidades inclui o fim da exaustiva jornada 6x1 e a redução da carga horária para 40 horas semanais, sem mexer no salário. Também foram pedidos benefícios sociais importantes, como auxílio para material escolar e uniforme dos filhos no valor de 30% do piso, reembolso-creche de 40%, assistência odontológica para a família e o pagamento de horas extras para quem trabalha na virada entre o dia útil e o descanso ou feriado.


Depois de ouvirem as exigências, os representantes das empresas disseram que vão levar tudo para os donos das fábricas analisarem. Eles prometeram dar uma resposta sobre a data da próxima reunião até o dia 25 de maio. A FITIASP e a FTIA Interior seguem firmes e vigilantes, deixando claro que não vão aceitar retrocessos e que a prioridade é garantir dinheiro no bolso e dignidade para cada trabalhador do setor de carnes.


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