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Bebidas | FITIASP e FTIA Interior pressionam patrões e exigem reajuste de 6% e melhorias na cesta básica

  • há 5 horas
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Na manhã desta última quarta-feira, 8 de julho, os representantes dos trabalhadores do setor de bebidas voltaram a se reunir com os patrões para a segunda rodada de negociações coletivas. O encontro presencial aconteceu na sede do sindicato patronal para discutir os rumos da campanha salarial de 2026, que tem data-base em 1º de maio. Defendendo os direitos da categoria com o mesmo peso e união, a mesa dos trabalhadores foi coordenada por José Ferreira e Paulo Almeida, enquanto o presidente Adilson liderou a bancada das empresas.  



Durante as discussões, os patrões colocaram na mesa uma proposta de reajuste de 5% aplicado em todas as cláusulas econômicas. No entanto, a FITIASP e a FTIA Interior entenderam que a oferta ainda fica abaixo do que os trabalhadores merecem e precisam para dar conta do custo de vida atual. Sem fechar negócio com uma proposta considerada tímida, as federações bateram o pé e apresentaram uma contraproposta firme, cheia de melhorias tanto para o bolso quanto para a mesa do trabalhador.  


A lista de exigências da FITIASP e da FTIA Interior foca na valorização real de quem rala na produção. Os trabalhadores cobram um reajuste salarial de 6% e uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor de R$ 3.000,00. Na parte dos auxílios cotidianos, as federações exigem um aumento de 15% no vale-refeição, no reembolso-creche e no auxílio material escolar, além de subir o adicional noturno para 30%. Outro ponto que ganhou grande destaque foi o pedido de reforço na cesta básica física, com a exigência de quantidades mínimas para garantir comida na mesa: 5 kg de feijão, 5 kg de açúcar, 5 pacotes de biscoito, 3 extratos de tomate, 2 achocolatados, 1 kg de leite em pó e 1 kg de charque.  



A preocupação com o bem-estar social e com o amparo às famílias dos trabalhadores também ditou o ritmo da contraproposta. A FITIASP e a FTIA Interior cobram a inclusão da licença-paternidade de 20 dias para os novos pais, conforme a legislação nacional, e o aumento do auxílio-funeral para o valor de 6 pisos salariais da categoria. Diante da firmeza das reivindicações, os patrões das empresas ficaram encarregados de levar todo o pacote para discussão direta com as indústrias do setor. O sindicato patronal se comprometeu a entrar em contato com a secretaria-geral da FITIASP para agendar a data da próxima reunião. As duas federações seguem juntas e vigilantes, deixando claro que a mobilização na base continua forte até que venha um acordo que respeite o trabalhador. 


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