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Vitória nas urnas garante a democracia, mas a luta da classe trabalhadora continua firme

há 24 minutos
2 min de leitura

O resultado do segundo turno confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após uma disputa acirrada contra o senador Flávio Bolsonaro. Para o movimento sindical e para os trabalhadores da alimentação de São Paulo e de todo o Brasil, esse resultado traz um alívio imenso. Representa a manutenção do diálogo, a defesa das instituições e o afastamento de um projeto político abertamente contrário aos direitos trabalhistas.


O poder emana do povo!
O poder emana do povo!

É uma vitória política maiúscula, e ela precisa ser celebrada. Respiramos mais aliviados sabendo que o canal de negociação com o Executivo federal continua aberto e que as conquistas sociais mais básicas não correm risco imediato de demolição.


Porém, comemoração tem dia e hora para acabar.


A vitória eleitoral não encerra a nossa jornada; na verdade, abre uma nova etapa de vigilância e cobrança. Ganhar uma eleição é afastar um retrocesso iminente, mas a verdadeira guerra do trabalhador acontece todos os dias, nas fábricas, nos moinhos, nos frigoríficos e nas mesas de negociação salarial.


O movimento sindical brasileiro não pode e não vai baixar a guarda. A história nos ensina que governo aliado não significa governo imune a pressões. Do outro lado da mesa, o setor patronal, o agronegócio predatório e o mercado financeiro continuam organizados, com forte representação no Congresso Nacional, prontos para empurrar medidas que fragilizam quem produz a riqueza deste país.


Se nós cruzarmos os braços achando que tudo está resolvido porque o presidente é do nosso campo, seremos engolidos.


O papel da FITIASP e dos sindicatos filiados continua sendo o mesmo de sempre: cobrar, pressionar e exigir avanços concretos. Precisamos de medidas que realmente façam diferença na vida de quem acorda de madrugada para trabalhar:


  • Valorização permanente dos salários e aumento do poder de compra no supermercado.

  • Revisão dos pontos mais nocivos das reformas trabalhista e previdenciária, que tiraram proteção e jogaram milhões na precariedade.

  • Condições dignas de saúde e segurança dentro das indústrias, com combate rigoroso ao adoecimento no trabalho.

  • Fortalecimento real das negociações coletivas e da organização sindical na base.


O presidente Lula tem legitimidade para governar, mas precisa sentir a força e a exigência do povo trabalhador para não ceder às pressões das elites econômicas.


A FITIASP segue atenta, combativa e independente. Ganhamos uma batalha decisiva nas urnas para manter o país de pé, mas os nossos direitos continuam dependendo unicamente da nossa união e da nossa capacidade de luta.


FITIASP | Avenida Celso Garcia, 1588 | Belém | São Paulo - SP CEP 03014-000 | (11) 3019-3966

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