FITIASP na Luta: Mobilização no Largo da Concórdia pelo Fim da Violência e por Direitos Reais
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Na manhã desta segunda-feira (2), a FITIASP marcou presença em uma importante ação estratégica coordenada pelo Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT-CS). Às 06h30, no Largo da Concórdia, militantes se uniram para distribuir o informativo unificado que orienta sobre o combate ao feminicídio e à prevenção da violência contra a mulher. A FITIASP parabeniza e agradece imensamente a mobilização de cada companheira que esteve presente, reforçando que essa luta deve ser levada adiante em cada fábrica e local de trabalho para garantir a segurança de todas.

Os dados apresentados no informativo reforçam a urgência desta pauta: no Brasil, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas, e 63% delas são negras. Além disso, 3 em cada 10 brasileiras já foram vítimas de violência doméstica, e uma mulher ou menina sofre violência sexual a cada 6 minutos no país. A cada 24 horas, 113 casos de importunação sexual são denunciados, o que torna a conscientização e o apoio mútuo ferramentas indispensáveis de resistência.
A mobilização também deu destaque a pautas centrais para a autonomia e saúde das trabalhadoras. Entre elas, o cumprimento da Lei nº 14.611/2023, que garante a igualdade salarial obrigatória entre homens e mulheres. A luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho também foi pautada como essencial para diminuir a sobrecarga física e mental que afeta o bem-estar feminino. Outro ponto fundamental defendido foi a Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), que estabelece o cuidado como responsabilidade compartilhada entre Estado, sociedade e famílias.
A dirigente da FITIASP, Elaine Akemi, que participou ativamente da ação, deixou uma mensagem de impacto sobre a importância do evento:
"Nossa mobilização hoje aqui no Largo da Concórdia é apenas o começo de uma jornada que não se limita ao 8 de março. Estamos nas ruas às 06h30 da manhã para dizer que a vida das trabalhadoras importa e que não aceitaremos menos que igualdade e respeito absoluto. Levar esse informativo adiante é levar esperança e ferramentas de defesa para quem está no chão de fábrica. A FITIASP seguirá firme nessa trincheira, combatendo o feminicídio e exigindo que a igualdade salarial e o fim da escala 6x1 sejam direitos reais para cada uma de nós!"
Para denúncias e ajuda, as trabalhadoras devem utilizar a Central de Atendimento à Mulher pelo Ligue 180 ou a Polícia Militar pelo Ligue 190 em casos de emergência. O apoio também pode ser encontrado nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).
FITIASP: Unida pela vida e pelos direitos das mulheres!



































